Desinvente o oscular

30/11/2012
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28/11/2012
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"Todos os sinais que você pediu te assediam diariamente, mas você só estará pronto para recebê-los quando, sem esforço, conseguir decifrá-los."

E este talvez seja o primeiro que marca encontro contigo. Alice David (via anteparo)

16/11/2012
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"Nós dois fomos feitos
muito
para nós dois."

Caetano Veloso. (via sincronizar)

16/11/2012
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"Um mais um com a gente nunca foi dois. Sempre três. Eu, você e a minha tentativa de te decifrar todos os dias. Tentando entender se a estrada que eu peguei em direção ao teu sorriso era errada ou eu quem preferi o atalho por isso não demos em nada baby, nada.
Mas ainda tenho esperança de estar no sentido contrário e te encontrar no meio do caminho voltando porque não me encontrou lá.
Sei que teus livros, discos e cigarros te fazem esquecer a solidão em volta, mas o gosto das nossas bocas juntas é uma viagem muito mais alucinante.
Eu posso deixar pra depois aquelas verdades que no fim não vão dar em nada ou aquela velha façanha de tentar mudar o destino quando tudo está quase indo bem. Já sei que contigo a história será sempre torta, o amanhã talvez não existe e mentiras são um jeito de dizer a verdade."

— E que no final ainda estarei borrando teu copo com a mancha do meu batom e gravando no teu corpo minhas digitais. Mesmo que o fim aconteça, pra gente será só o recomeço. Eu sei.  (via eyes-were-heavy)

16/11/2012
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"quem é
a prateleira
pra segurar
o livro
da minha vida?"

— K. Rossoni  (via sincronizar)

16/11/2012
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16/11/2012
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"Capitu chamava-me às vezes bonito, mocetão, uma flor; outras pegava-me nas mãos para contar-me os dedos. E comecei a recordar esses e outros gestos e palavras, o prazer que sentia quando ela me passava as mãos pelos cabelos, dizendo que os achava lindíssimos. Eu, sem fazer o mesmo aos dela, dizia que os dela eram muito mais lindos que os meus. Então Capitu abanava a cabeça com uma grande expressão de desengano e melancolia, tanto mais de espantar quanto que tinha os cabelos realmente admiráveis; mas eu retorquia chamando-lhe maluca. Quando me perguntava se sonhara com ela na véspera, e eu dizia que não, ouvia-lhe contar que sonhara comigo, e eram aventuras extraordinárias, que subíamos ao Corcovado pelo ar, que dançávamos na lua ou então que os anjos vinham perguntar-nos pelos nomes, a fim de os dar a outros anjos que acabavam de nascer. Em todos esses sonhos andávamos unidinhos."

Machado de Assis, Dom Casmurro.  (via sincronizar)

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